Este post do Hypeness, sobre como temos definido a felicidade, diz muito sobre o que temos observado em redes sociais e nem sempre estamos preparados para admitir.
Quantas vezes, alguns de nós, digitamos algumas rápidas palavras, sobre o que estamos sentindo naquele momento e alguns segundo depois, já estamos com o dedo no botão "delete" ou "edit"!?
Como na vida real, as pessoas estão ali, observando e julgando tudo que é postado, curtido ou compartilhado. Daí em diante, ninguém segura as interpretações que estão por vir.. Muito menos quem as escreveu, seja na busca de um desabafo, indignação, pedido de informação ou simplesmente por querer compartilhar, um momento importante em sua vida.
Há aqueles que "chutam o balde" e realmente publicam exatamente tu-do o que vê pela frente: dos assuntos mais banais do dia a dia, fofocas sobre a vida dos artistas, às soluções imediatas para cada problema que existe no país.
Mas, o que realmente estão pensando, o que se passa dentro de cada coraçãozinho.. "Ah, isso só seus travesseiros conhecem..". Sim, pois apesar da necessidade de compartilhar histórias, o ser humano também guarda muitos segredos.
As redes sociais tem sido um grande recurso para espantar a solidão, quando estamos longe das pessoas que nos fazem bem e podemos nos sentir mais próximos, a cada like ou share de um post ou foto. Mas também nos afasta de pessoas, que poderíamos estar mais próximas: chamando para um café da tarde nos finais de semana; caminhando no parque e desfrutando um lindo pôr do sol; ou um happy hour ao fim do dia, para pedir conselhos sobre a vida.
Perde-se aos poucos aquela cumplicidade de antes, aquelas horas despreocupadas curtindo aquela música favorita ou lendo um novo livro. Temos pressa em contar ao mundo sobre nossas novas atividades, e quando não as temos, nos sentimos excluídos ou desinteressantes.
Cada um tem a sua maneira de extravasar sobre seus problemas, retomar antigos sonhos, dividir planos sobre o futuro e viver cada dia, como se fosse perder o sinal da internet a qualquer minuto. Mas, esta reflexão sobre o que temos postado e como a vida realmente acontece, tem sido um alerta para que a vida virtual não ganhe mais valor do que a vida que se vive.
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