Os poemas começaram quando eu tinha uns 15 anos e durante um certo tempo, foram ganhando outras formas, ganhando novas influências, passando por Mario Quintana, Cora Coralina e Vinícius de Moraes, chegando a se encontrar nas palavras de Florbela Espanca e nas sinceridades de Caio F. Abreu. Certa vez me disseram "não se ama da mesma maneira a vida toda", e essas palavras fizeram todo o sentido. Até porque, nós também mudamos, amadurecemos, nos decepcionamos e aprendemos que nem sempre conseguimos atender as expectativas que os outros esperam de nós. As pessoas que tocam nossos corações, podem nos surpreender ou nos ensinar a ser mais fortes, a se importar menos com o que acontece em volta e a viver a nossa verdade. Ontem, encontrei aquele famoso poema de Mario Quintana: Bilhete. E foi ele quem despertou, essa vontade de voltar a escrever, os tais poemas que me fazem companhia na madrugada. Me ame Me ame devagarinho como quem chega de mansinho Me ame com vontad...