E por um tempo as discussões encobriram o amor daquele casal, como a neblina encobre o sol, nos dias mais frios. Eles seguiram suas vidas, não queriam mais se ver, mas as lembranças invadiam seus quartos. Não queriam mais ouvir as vozes um do outro, mas suas histórias estavam nas canções daquela banda favorita. A distância parecia fazer sentido, era o momento de esquecer, mas o tempo resolveu intermediar e as coisas não seriam tão melhores, se não tivessem um ao lado do outro. A saudade chegava em silêncio, apenas a batida do coração, dava sentido a tudo aquilo que foi vivido. Enquanto um escondia a dor num sorriso, o outro escondia o sorriso na dor. E qual era o sentido para tudo aquilo? Já não se importavam, era impossível a ideia de não se falarem mais. Um motivo ou outro, sempre aparecia para se fazer assunto. Algumas vezes essa dor, confundia mais do que ajudava, o foco era ser racional. Mas o racional, começava a mostrar, que pensar com a razão, só faria sentindo se h...
"Um dia bom, um dia besta, protagonizado por nós dois". E é com o trecho dessa música que eu escolho começar esse texto. Como a vida a dois pode ser tão mais simples né? Quando o nascer e o pôr do sol ganham a mesma importância, quando os planos começam com "nós" e terminam com "o que vc acha?" e quando planejar um milhão de coisas não nos faz enjoar daquela pessoa e no final das contas o "não fazer nada" é a melhor opção. Sim, é com essa leveza, que eu sigo refletindo sobre a importância de se colocar no lugar do outro, como um dos caminhos para a felicidade. E é exatamente esse tipo de relacionamento que nos impulsiona a seguir em frente. Essa sintonia que interliga os corações e faz a magia continuar existindo, no bater das asas, de cada borboleta no estômago. Os dias cinzas e as tempestades vão continuar existindo, mas sob o calor de um abraço, somos capazes de fazer o sol voltar a nascer. E após cada tempestade, ter a certeza que a ...